Ela já nem sabe o que é amor,
Já nem se lembra o que é carinho,
Não espera por ninguém ;
Não chega em casa esperando um "eu te amo".
Ela sorri ao vento,
Sai sem hora pra voltar,
Fica com quer, na hora que quer,
E, apenas, se quiser.
Não tem mais companhia,
Nem confidentes,
E dorme sozinha todas as noites.
Não se sente pressionada.
Se masturba,
E assiste um filme.
Já não sabe mais o que é fazer comida pra dois,
Ou visitas aos parentes nos feriados,
Ou fazer compras juntos.
Ela é um poço de solidão.
Já sabe qual é a melhor sexshop da cidade,
E não tem mais vergonha das camisinhas na bolsa.
Ela é liberdade.
Liberdade de estar só.
E talvez, o mundo a julgue.
Talvez o vizinho "b" a chame de prostituta,
E o "a" de feminista abusada.
Talvez ela seja uma prostituta,
E até, quem sabe, uma feminista abusada!
Mas ela é feliz,
E puta que pariu,
Porque ninguém nessa porra pode ser feliz sozinho?
Não se engane com ela, meu caro,
Ela é veneno que cheira a perfume,
Leoa vestida de ovelha,
É mais que uma mulher,
É mulher livre dos estigmas sociais de ser mulher.
Então não presuma do que não sabes;
Não diga se ela é isso ou aquilo.
Por quê?
Por que ela é o que ela quiser.
Ela é mulher!
Não é mãe.
Nem esposa.
Nem dona de casa.
Ela é Mulher!
Nenhum comentário:
Postar um comentário