sábado, 14 de março de 2015

Diga-me, meu bem

Fechei as portas.
Tirei tudo o que não mais me pertencia.
Amassei todos os papéis que ao passado me prendiam.
Joguei no lixo tudo o que não mais tinha valor.

E quanto a você?
Diga-me , meu bem, o que mereces?
Triste ou feliz.
Sorrindo ou chorando.
Essa não era a promessa?
Presa ou solta.
Livre ou não.

Queres mais o que?
Sufocastes meu ser.
Alimentaste-me com fel.
fizeste-me renegar a mim mesma.
Diga-me, meu bem, o que mereces?

Não há cura para a loucura.
Isto é o que sustentam.
O que penso?
Se realmente importar:
Só o tempo cura a dor do amor.

Talvez o tempo chegue.
Quem sabe ele não traga o perdão a tiracolo?
Talvez eu abra as portas para ele.
Então, eu saberei te perdoar.

Me lembrarei dos risos.
Das piadas sem graças.
Dos improvisos desconexos de sentido.
E já não haverá mais rancor.
Nem amargura.
E manaremos leite e mel.

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