Medo.
Li uma postagem de um blog que acompanho um dia desses, e essa era a palavra que resumia os sentimentos da autora.
Eu também tenho medo.
Mas parece-me que em algum ponto de nossas vidas aprendemos que sentir medo é coisa de fraco, de perdedores e que não podemos de forma alguma sentir medo.
Muito pelo contrário, devemos ser auto-confiantes, se preciso – até mesmo arrogantes, autoritários, orgulhosos, mas nunca – jamais- medrosos.
E eu fiz uma análise de mim mesma, e dos meus medos mais ocultos, e deixei-os aflorar à pele, subirem à margem e se fazerem ver e ser sentido, e só então eu pude ver o quão ingênuos somos todos nós!
“O ser humano é nada mais que uma colônia de medos, e a sociedade é espelho que reflete todos esses medos, dia após dia, ano após ano, estampando na cara de todos que somos fracos e precisamos nos unir, para termos a ilusão sensação de estarmos seguros.
E nessa de nos unirmos para nos sentirmos seguros agarramos à qualquer opção – qualquer emprego, qualquer faculdade, qualquer relacionamento- apenas para não estarmos sós.
E enquanto os mais fortes sobrevivem a isso, os mais fracos entendem que só estar unido não basta; precisam de mais que união. Precisam de poder!
Poder para mandar, para ser obedecido, para se resguardado dos males que afetam os outros – porque se esse mal chegar-lhe a porta, não sobreviverá- e vivendo nessa bolha de medo juntam dinheiro, roubam, enganam, destroem, matam, mas nunca, absolutamente nunca, está satisfeito.
Porque não se trata de satisfação, se trata de medo, e o medo vira vício, e o vício impregna tanto em seu corpo, mente, alma e coração que nada mais se pode fazer à seu favor.”
E depois de toda essa análise, concordo plenamente com a bloggeira, também tenho medo, mas, mais que medo, eu tenho força. Talvez não força carnal, mas eu tenho força de vontade, e eu acredito que os mais fortes, vítimas da opressão dos fracos poderosos são mais de meros medrosos unidos pela sobrevivência. E eu acredito também que em algum momento toda essa massa ressurgirá, e mudará essa situação.
E sim. Sim, eu estou sonhando. Mas uma vez me disseram que sonhar não custa nada e faz bem pra alma. Então: por quê não sonhar?
Se todos sonhássemos mais, se todos encontrássemos o Martin Luther King que há em nós, se todos gritássemos “I have a dream”, talvez – talvez é pouco, mas é melhor que nada- só talvez não seríamos o mesmo.
E de uma coisa eu tenho certeza: não é o mundo que muda. Nós, que vivemos no mundo é que mudamos e passamos a enxergá-lo com outros olhos. Então eu afirmo sem medo que se não fôssemos mais os mesmos, o mundo também não seria o mesmo!
Pense nisso.
E favor, continue escrevendo para me deliciar com as suas palavras.
ResponderExcluirAcompanho e assino embaixo ;)
bjos.
Ohh Ana obrigada!!
ExcluirE no fundo é mais carisma que texto bonito, mas eu deixo passar.
Beijos de amor pra você!