domingo, 24 de janeiro de 2016

Ele

E ele aparece...
Sem avisar!
Entra sem pedir licença e se acomoda
Como se já fizesse parte

E completa
E machuca
E conforta
E maltrata
E se não cuidarmos, mata!

Mas não rapidamente.
Antes fosse!

Primeiro ilude
E nos faz viajar
Ir à lugares inimagináveis.
Logo vicia,
E já não é o suficiente.

E clamamos por um som
E choramos por um toque
E ardemos em pensar....
E então:
Nada.

Quebramos em pedacinhos
E nada no mundo nos remonta
E nada no mundo nos satisfaz
E tudo o que nos resta é dor,
Vazio,
Aperto,

E um silêncio desesperador!

É quando nos damos conta de que morremos.
E nem isso é alívio!



Escrito em 23/01/2014

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