quinta-feira, 6 de agosto de 2015

À Japonesa

Todas as noites ela vem.
Nunca com o mesmo vestido,
Mas sempre o mesmo sorriso.

Me leva com ela,
Me conta histórias sobre lugares
 que nunca existiram
E vive comigo
Aventuras inimagináveis.

Ela me fala suas teorias sobre a vida
E diz que nada passa de hipótese.
Que nada é concreto
Até que já não seja mais.

Então não sei o que somos.
Talvez amantes.
Talvez amigos.
Talvez conhecidos.

Mas quando o tempo passar
E ela não mais vir me visitar
Nada será hipótese
Será passado
Será acabado.

E então
Eu saberei o que nós eramos
O que ela era
O que o amor era

E talvez
Só talvez,
Eu descubra
Quem EU SOU!



Texto escrito dia 15\07\2015

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