quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sentimento do Mundo às avessas

Esses dias estive pensando no mundo, de uma forma diferente -quero dizer.
Você costuma ver TV, se apaixonar pelo galã da novela das oito e pela sandália da propaganda do banco tal que a fulana tal apresenta com aquele sorriso que só ela tem!!
Então você se olha no espelho e diz: "Meu pai eterno! E agora? O que vai ser de mim? Olha a minha situação!!"
E em menos de um minuto já tem uma lista quase que interminável de tantos defeitos, que parece impossível alguém no mundo superá-los numericamente.
E ai o negócio fica feio!
Já não tem mais ânimo para quase nada, inclusive para eleger os pontos positivos.
Mulher sofre. Pobre sofre. Negro sofre.
Todo mundo - querendo ou não- sofre!
Por um motivo ou outro, em algum momento sofremos.
O que não entendemos é que isso não é  exclusividade deste ou daquele, é parte da vida.
E por não entendermos isso, sofremos ainda mais.
O ponto que quero mostrar é o seguinte: Se a TV que tanto assistimos, ou os filmes, seriados, novelas, jogos, jornais, sites, blogs - enfim qualquer que seja a fonte - nos mostrassem isso, saberíamos, e não sofreríamos tanto!
Por que então não mostram?
Eis a grande questão.
Pessoas tristes são mais fáceis de iludir, enganar, moldar a seu favor.
Público triste é mais lucrativo: compra mais, bebe mais, assiste mais, joga mais, fica mais doente, compra mais remédio e gera mais dinheiro!!
Não nos enganemos: Corpo sarado parece ser quase tudo, mas é quase nada!
E se deixar levar por esse quase tudo é muito mais fácil que entender o quase nada!

Então  na próxima vez que se sentir um quase nada por ter visto um quase tudo, lembre-se de ser alegre. Pessoas alegres superam as imperfeiçoes próprias e alheias com sorrisos. Sorria. Corra pro espelho. Eleja primeiro os pontos positivos. Para só então  ver os negativos... Se quiser, o que talvez nem seja preciso!

P.S. Isso não é autoajuda. Isso é sentimento do mundo às avessas!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Porque eu sou os meus medos

Medo.
Li uma postagem de um blog que acompanho um dia desses, e essa era a palavra que resumia os sentimentos da autora.
Eu também tenho medo.
Mas parece-me que em algum ponto de nossas vidas aprendemos que sentir medo é coisa de fraco, de perdedores e que não podemos de forma alguma sentir medo.
Muito pelo contrário, devemos ser auto-confiantes, se preciso – até mesmo arrogantes, autoritários, orgulhosos, mas nunca – jamais- medrosos.
E eu fiz uma análise de mim mesma, e dos meus medos mais ocultos, e deixei-os aflorar à pele, subirem à margem e se fazerem ver e ser sentido, e só então eu pude ver o quão ingênuos somos todos nós!
“O ser humano é nada mais que uma colônia de medos, e a sociedade é espelho que reflete todos esses medos, dia após dia, ano após ano, estampando na cara de todos que somos fracos e precisamos nos unir, para termos a ilusão sensação de estarmos seguros.
E nessa de nos unirmos para nos sentirmos seguros agarramos à qualquer opção – qualquer emprego, qualquer faculdade, qualquer relacionamento- apenas para não estarmos sós.
E enquanto os mais fortes sobrevivem a isso, os mais fracos entendem que só estar unido não basta; precisam de mais que união. Precisam de poder!
Poder para mandar, para ser obedecido, para se resguardado dos males que afetam os outros – porque se esse mal chegar-lhe a porta, não sobreviverá- e vivendo nessa bolha de medo juntam dinheiro, roubam, enganam, destroem, matam, mas nunca, absolutamente nunca, está satisfeito.
Porque não se trata de satisfação, se trata de medo, e o medo vira vício, e o vício impregna tanto em seu corpo, mente, alma e coração que nada mais se pode fazer à seu favor.”
E depois de toda essa análise, concordo plenamente com a bloggeira, também tenho medo, mas, mais que medo, eu tenho força. Talvez não força carnal, mas eu tenho força de vontade, e eu acredito que os mais fortes, vítimas da opressão dos fracos poderosos são mais de meros medrosos unidos pela sobrevivência. E eu acredito também que em algum momento toda essa massa ressurgirá, e mudará essa situação.
E sim. Sim, eu estou sonhando. Mas uma vez me disseram que sonhar não custa nada e faz bem pra alma. Então: por quê não sonhar?
Se todos sonhássemos mais, se todos encontrássemos o Martin Luther King que há em nós, se todos gritássemos “I have a dream”, talvez – talvez é pouco, mas é melhor que nada- só talvez não seríamos o mesmo.
E de uma coisa eu tenho certeza: não é o mundo que muda. Nós, que vivemos no mundo é que mudamos e passamos a enxergá-lo com outros olhos. Então eu afirmo sem medo que se não fôssemos mais os mesmos, o mundo também não seria o mesmo!
Pense nisso.