quinta-feira, 11 de agosto de 2016




Eu ainda não sei o que você pretendia
Ainda não entendi suas ações
Quente, frio
Perto, longe
Querer, não querer

(...)

Confesso que estou confusa.
Quiçá magoada
Eu já disse que sou intensa.
Mas você não entendeu:
Eu me doo com palavras
Mas você não faz caso para elas.

Acredito eu que já estou exagerando
(provavelmente)
Fazendo caso demais de algo tão simples.
Talvex seja porque eu já não sei o que fazer depois de você
Eu te avisei.
Mas você não prestou atenção.
Por que?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

fazendo o mais difícil


Tenho medo do mundo
De sair de casa e encontrar pessoas que não pensem igual a mim
De ver as prateleiras expondo produtos fúteis que não quero comprar
De ser vista e ser entendida como “mais uma”

É difícil admitir o medo
Mas quando ele te consome e não te permite viver
É preciso parar para pensar no que está acontecendo
E até onde isso te guiará.

Não sou a madre teresa de Calcutá.
Nem pretendo ser.
Não sei ser justa, boa, honesta, altruísta.
Não da forma como precisaria ser.

Talvez o meu jeito de mudar o mundo
Seja o meu jeito de vê-lo e traduzí-lo:
Nos discursos intermináveis, nos posts compartilhados do face,
Nos livros que leio e discuto.

E se isso não me parecia suficiente
Percebi hoje que parece sim.
Porque se mudar o jeito de pensar muda o jeito de agir,

Então tenho que começar pelo mais difícil!

domingo, 24 de janeiro de 2016

Ele

E ele aparece...
Sem avisar!
Entra sem pedir licença e se acomoda
Como se já fizesse parte

E completa
E machuca
E conforta
E maltrata
E se não cuidarmos, mata!

Mas não rapidamente.
Antes fosse!

Primeiro ilude
E nos faz viajar
Ir à lugares inimagináveis.
Logo vicia,
E já não é o suficiente.

E clamamos por um som
E choramos por um toque
E ardemos em pensar....
E então:
Nada.

Quebramos em pedacinhos
E nada no mundo nos remonta
E nada no mundo nos satisfaz
E tudo o que nos resta é dor,
Vazio,
Aperto,

E um silêncio desesperador!

É quando nos damos conta de que morremos.
E nem isso é alívio!



Escrito em 23/01/2014

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

sim ou não



Não sou igual as outras
Não sei me fazer ver assim
Tenho que ser mais forte que elas,
Ser mais eu e menos mundo.

Mas você ainda não viu isso!
Ainda me comparas,
E talvez por isso vais me perder.

O problema maior
É que não sei quem perderá mais
Eu ou você...
Sabes me responder?

Já não consigo pensar no amanhã.
Me prendes ao presente
De forma que só me imagino com você.

Mas, se de todos os meus defeitos sei dizer
Não se engane
As qualidades eu sei mais ainda,
E não deixarei que as menospreze.

Então vai ser assim:
Sim ou não.
Quente ou frio.

Porque o morno minha boca vomita!