terça-feira, 17 de março de 2015

Mas você nunca aparece!

Minhas mãos doem. Meus olhos estão cansados. Minhas pernas estão dormentes. Meus pés inchados.
Mas eu ainda estou acordada. Meus dedos calejados continuam a te procurar. Minha boca rachada sussurra seu nome para os quatro ventos. Meu corpo ainda se arrepia quando lembra teu toque.
Minha imaginação se atiça à mínima lembrança: Mentir nunca foi tão bom. Entregar -me nunca foi tão seguro. Machucar a mim mesma nunca foi tão sadio.

Madrugadas a fio pensando em você.
Mas você não apareceu.
Minha cabeça dói de pensar que ainda te espero.

E mesmo assim eu resisto.

Minha cabeça já desconhece qualquer vida além de você.
Mas você não aparece.
Madrugadas a fio chorando por você, e nada!

Machucar a mim mesma nunca foi tão doloroso. Entregar-me a essa dor está me  matando. Mentir agora é loucura, mas eu sou louca. Minha mente já não permite de lembranças, a loucura não me deixa lembrar. Meu corpo lembra o suficiente por mim. Minha boca diz que não lembra. Meus dedos passeiam em meu corpo e calam minha bocaMeus pés se negam a ir, e Minhas pernas pararam desde que ouviram tua voz. Meus olhos se negam  a ver. Minhas mãos tremem.

E eu permaneço aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Mas suas mãos me enganam



Todas as luzes se apagaram.Já não se ouve o barulho das gentes.
E o ar me sufoca.
Não vejo saídas. Não sei para onde ir. Qual caminho seguir.
E eu te chamo. Grito seu nome. Imploro por sua ajuda. Aguardo suas mãos em torno das minhas.
Preciso me sentir segura. Preciso ver que o mundo é mais que escuridão.
E só você pode me ajudar.
Mas suas mãos me enganam. Me tateiam. Me apalpam.
Mas não me abraçam.
E eu já não sei se te acompanho. Já não sei se é seguro estar contigo.
Me perco mais uma vez.
E são muitos corredores. Muitas portas estranhas. Muitos nomes. 
E eu não sei mais em quem acreditar.

sábado, 14 de março de 2015

Lhe direi - até mais que - versos!

Eu te espero. Ok?
Não sei onde você está.
Nem mesmo o que está fazendo.
Mas eu espero.
Não sei nem o seu nome.
Ou seu número de telefone.
Sei que existes.
E que um dia virás.

Não me perguntes como sei.
Porque sei.
Até onde sei.
Não saberei lhe responder.

Pergunte-me porque te espero.
Como te espero.
Até quando te espero.
Lhe direi.

Confundi-te com muitos outros rostos na multidão.
Te abracei e confessei as saudades.
Mas não era você.
Por muitas vezes eu me agarrei.
Não acreditava no que via ou ouvia.
Mas não era você.

Então, não me perguntes sobre rostos,
abraços, beijos,
cumprimentos.
Não saberei lhe responder.

Pergunte-me porque aconteceram.
E porque não acontecem mais.
Talvez eu os esteja guardando pra você.
Lhe direi - até mais que -

Falei o que não poderia ter falado a outrem,
que não fosse você.
Chorei por não terem me ouvido.
Sangrei a alma quando seus olhos se desviaram.

Tentei acreditar.
Tentei.
Por muitas vezes tentei.
Mas não era você.

Então,
Não me perguntes sobre a espera.
Pergunte-me o que sentia na espera.
Lhe direi - até mais que - versos!

Diga-me, meu bem

Fechei as portas.
Tirei tudo o que não mais me pertencia.
Amassei todos os papéis que ao passado me prendiam.
Joguei no lixo tudo o que não mais tinha valor.

E quanto a você?
Diga-me , meu bem, o que mereces?
Triste ou feliz.
Sorrindo ou chorando.
Essa não era a promessa?
Presa ou solta.
Livre ou não.

Queres mais o que?
Sufocastes meu ser.
Alimentaste-me com fel.
fizeste-me renegar a mim mesma.
Diga-me, meu bem, o que mereces?

Não há cura para a loucura.
Isto é o que sustentam.
O que penso?
Se realmente importar:
Só o tempo cura a dor do amor.

Talvez o tempo chegue.
Quem sabe ele não traga o perdão a tiracolo?
Talvez eu abra as portas para ele.
Então, eu saberei te perdoar.

Me lembrarei dos risos.
Das piadas sem graças.
Dos improvisos desconexos de sentido.
E já não haverá mais rancor.
Nem amargura.
E manaremos leite e mel.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Ok?

É como se todo o sangue do corpo estivesse fervendo.
Seu coração bate muito mais rápido, e você consegue sentir a pulsação no seu rosto.
Suas mão suam sem explicação.
Seu estômago dói.
E você não sabe o que fazer.
Levantar? Ou, talvez, continuar sentado seja a melhor opção.
Não posso falar o que penso.
Não posso nem ao menos demonstrar.
Por quê?
Essa é a pergunta que vale um milhão de dólares.
E eu não sei a resposta, talvez seja por isso que eu sou pobre.
Mas, e se eu dissesse que sei a resposta e não posso responder?
Loucura demais pra uma pessoa só, não é mesmo?
Aí é a minha pergunta, que não vale um milhão de dólares, mas vale a minha vida: porque eu não posso responder?
Humildade.
Obediência.
Respeito.
Todos os dias me cobram isso.
Me cobram ser alguém que no fundo não quero ser.
Mas, eu não posso simplesmente dizer não.
Como poderia?
Ir contra? Jamais!
Ir contra seria cavar a minha própria sepultura.
E nesse vai - vem de sangue fervendo, coração pulsando, estômago doendo e mãos suando eu vou empurrando com a barriga.
O que eu sinto?
De verdade?
Ódio.
Ódio reprimido.
Dizem que o ódio e o amor são os sentimentos mais parecidos. então eu digo, é ódio.
 Ás vezes também é amor.
Mas hoje, na atual conjuntura, é ódio.
O que eu quero?
Puta que pariu
Eu quero viver,
Será que vocês não perceberam ainda que eu sou uma sonâmbula.
Eu ando, sorrio, falo, como, estudo.
Mas eu não sinto.
Eu me dopo de sonhos.
Me embriago de devaneios e digo a mim mesma: tá tudo bem.
Você está ótima!
Você é linda!
Você é capaz!
Você pode !
Só basta você querer.
E ao mesmo tempo eu digo silenciosamente e por entrelinhas:
Você não pode!
Você não tem coragem.
Covarde.
Fraca.
Inútil.
E nada, simplesmente nada do que você me diga vai mudar isso.
Não vai adiantar os mil e um elogios.
Porque eu  não visto elogios.
Não calço elogios.
Não sinto elogios.
Então,
SE quiser me ganhar,
DÊ-me a liberdade de ser eu mesma.
De SER eu em toda a minha essência.
De todo o meu ser.
Com todos os meus defeitos.
Por todos os meus trejeitos.
Ok?
E enquanto isso?
Enquanto isso eu sigo,
Sorrindo de boca pra fora e mascarando meus anseios.
Se é que isso eu posso fazer!!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Liberdade de estar só

Ela já nem sabe o que é amor,
Já nem se lembra o que é carinho,
Não espera por ninguém ;
Não chega em casa esperando um "eu te amo".

Ela sorri ao vento,
Sai sem hora pra voltar,
Fica com quer, na hora que quer,
E, apenas, se quiser.

Não tem mais companhia,
Nem confidentes,
E dorme sozinha todas as noites.

Não se sente pressionada.
Se masturba,
E assiste um filme.

Já não sabe mais o que é fazer comida pra dois,
Ou visitas aos parentes nos feriados,
Ou fazer compras juntos.
Ela é um poço de solidão.

Já sabe qual é a melhor sexshop da cidade,
E não tem mais vergonha das camisinhas na bolsa.
Ela é liberdade.
Liberdade de estar só.

E talvez, o mundo a julgue.
Talvez o vizinho "b" a chame de prostituta,
E o "a" de feminista abusada.

Talvez ela seja uma prostituta,
E até, quem sabe, uma feminista abusada!
Mas ela é feliz,

E puta que pariu,
Porque ninguém nessa porra pode ser feliz sozinho?

Não se engane com ela, meu caro,
Ela é veneno que cheira a perfume,
Leoa vestida de ovelha,
É mais que uma mulher,
É mulher livre dos estigmas sociais de ser mulher.

Então não presuma do que não sabes;
Não diga se ela é isso ou aquilo.
Por quê?
Por que ela é o que ela quiser.
Ela é mulher!

Não é mãe.
Nem esposa.
Nem dona de casa.
Ela é Mulher!

Desabafo Semanal

Uma semana e três dias.
Foi todo o tempo que tive que me abdicar.
E consegui!
Daí me pergunto: por que eu consegui e muitos outros desistiram?
Que me chamem de babona, ou qualquer outra coisa, mas, se eu quis, eu tenho que arcar com as consequências.
Se desistíssemos de tudo o que fosse difícil, não viveríamos, porque viver é difícil!
A questão é: todos querem tudo, mas de mão beijada.
E quando veem que as coisas não caem do céu, reclamam, colocam mil e uma dificuldades e desistem!

Aqui vai um desabafo: parem de se reclamar, e vão à luta.  Porque eu tô aqui nessa luta, e olha, eu tô conseguindo!
Não é necessariamente um post como os outros, é mais um desabafo mesmo!!