Minhas
mãos doem. Meus olhos
estão cansados. Minhas pernas estão dormentes. Meus pés inchados.
Mas eu
ainda estou acordada. Meus dedos calejados continuam a te procurar. Minha boca rachada sussurra seu nome para os
quatro ventos. Meu corpo
ainda se arrepia quando lembra teu toque.
Minha imaginação
se atiça à mínima lembrança: Mentir nunca
foi tão bom. Entregar -me
nunca foi tão seguro. Machucar a mim mesma nunca foi tão sadio.
Madrugadas
a fio pensando em você.
Mas você
não apareceu.
Minha
cabeça dói de pensar que ainda te espero.
E mesmo
assim eu resisto.
Minha cabeça já desconhece qualquer vida além de você.
Mas você não aparece.
Madrugadas a fio chorando por você, e nada!
Machucar a mim mesma nunca foi tão doloroso. Entregar-me a essa dor está me matando. Mentir agora é loucura, mas eu sou louca. Minha mente já não permite de lembranças, a loucura não me deixa lembrar. Meu corpo lembra o suficiente por mim. Minha boca diz que não lembra. Meus dedos
passeiam em meu corpo e calam minha boca. Meus pés se negam a ir, e Minhas pernas pararam desde que ouviram tua voz. Meus olhos se negam a ver. Minhas mãos tremem.
E eu
permaneço aqui.

