terça-feira, 24 de novembro de 2015

O medo

E todos esses dias chuvosos?
O que eles fazem com você?
O desconforto do vento gelado
A sensação de nunca estar acordado
E a vontade de pular três meses de uma vez.
O terror
De que o tempo tá passando
E você tá ficando:
Mais velha
Mais chata
Mais responsável (pelo menos teoricamente)
Mais só
E não saber como reagir a isso
É angustiante.
Talvez ano que vem seja bom
E eu esqueça que fiz aniversário
E que irei fazer de novo
Talvez seja péssimo
E eu acorde todos os dias aterrorizada com minha situação.
Mas
No fim das contas
Talvez isso seja apenas medo.
Medo de não chegar lá.
De não conseguir alcançar meus objetivos.
E tudo
Que nesse momento
Eu preciso

É de paz!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Dia Cinza



Hoje o dia nublou
Não fez sol
Nem chuva
Não fez calor
Nem ventou

Hoje
Daquele quarto quente
E sem ventilação
Saiu algo

Eu corri
Fechei os olhos
Tentei não sentir
Não ouvir

Mas como não ouvir?
Ouvir é o que o mata
E é o que me mata também.
Hoje foi só mais um caso!

E amanhã?
Chove?
Faz calor?
Amanhã eu me importarei?

Se não ficar cinza
Se não tiver mormaça
Se não for ensurdecedor

Talvez eu só escute....







quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Amor de verdade


Porque o mundo enfeita o amor errado
Porque na verdade nem sabe o que é o amor
O mundo acha que o amor é cumplicidade
Retorno
Mas o amor
O amor de verdade
É amar sem cumplicidade
Sem retorno
É um sentir sem garantias
Um entregar-se aos devaneios da alma
Isso é amor
Não exigir
Não cobrar
Não obrigar
Sem retornos
Sem recompensas
Porque a maior recompensa é o próprio sentimento em si mesmo
É saber que ele existe
E que o ser amado existe
         E que você vela por ele

         ISSO É AMOR!


Uma conversa intensa

“Amor é uma coisa complicada
Em todos os sentidos
Amei minha vida toda meu pai
            por exemplo
Esse amor até que ainda existe mas não é um amor feliz.
É um amor de saudade. 

Eu sou muito intensa."

C.C.M.


A inconstância que chegará

Mas é que minha vida é uma inconstância
Uns dias vêm e eu caminho com eles
Outros simplesmente me atravessam
E eu continuo a esperar
Esperar o dia que há de chegar
A constância inconstante que me tire deste trilho
Que me ponha em outros trilhos.

Que por ela eu chore
Rasgue
Sangre.

Mas que por ela eu sorria
E lembre
Que inconstante é o coração!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Hoje

Hoje me fiz sincera.
Me fiz verdadeira.
Falei o que precisava ser falado.
Escrevi o que precisava ser lido.
O que me pareceu errado, é que dirigi à pessoa errada.
Ou talvez, gastei meu tempo com a pessoa errada.
Não gostei do feedback e não sou obrigada a aceitar qualquer resposta.
Então fi de novo.
Falei de novo.
Escrevi de novo.
Mas já era tarde.
Já tinha se ido quem um dia quis me ouvir ou ler.
E agora, nessa estrada sinuosa em que caminho, direita ou esquerda me parece muito mais uma questão de sobrevivência que simples escolha!
Eu fiz minha parte.
Feliz eu não estou.
Mas também não me sinto culpada.
E se em algum outro quebra-molas as coisas não saírem do jeito esperado, não tem problema, a gente pula do carro e continua a estrada à pé.
Afinal de contas, andar faz bem à saúde!!

domingo, 25 de outubro de 2015

Ultimamente

Ultimamente tenho andado por vias escuras e difíceis
Minha alma, meu corpo, meu cérebro e meu coração
Caminham por caminhos distantes e distintos

E não sei como voltar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

À Japonesa

Todas as noites ela vem.
Nunca com o mesmo vestido,
Mas sempre o mesmo sorriso.

Me leva com ela,
Me conta histórias sobre lugares
 que nunca existiram
E vive comigo
Aventuras inimagináveis.

Ela me fala suas teorias sobre a vida
E diz que nada passa de hipótese.
Que nada é concreto
Até que já não seja mais.

Então não sei o que somos.
Talvez amantes.
Talvez amigos.
Talvez conhecidos.

Mas quando o tempo passar
E ela não mais vir me visitar
Nada será hipótese
Será passado
Será acabado.

E então
Eu saberei o que nós eramos
O que ela era
O que o amor era

E talvez
Só talvez,
Eu descubra
Quem EU SOU!



Texto escrito dia 15\07\2015

Construção

PARTE I

Em parte está pronto
E o que significa
Já não cabe em mim
De tanta ansiedade.

Em parte está inacabado
Mas por agora
Não posso terminar
Apenas sigo ordens

Mas eu não parei ainda
Minhas mangas não acabaram
Acho que ainda me resta um truque
Só tenho medo de que este seja o último

E então tudo acabaria.
Os truques
As mangas
E também,
As esperanças.

E nós já não seríamos possíveis.


PARTE II

É isso mesmo? 
Não farás nada? 
Porque eu não comecei sozinha 
Sociedade, esse era o plano. 

Já que é assim 
Que partes sem mim 
Não me resta alternativa 
Terminarei.

Sozinha.
Incompleta.
Assustada.
E nós já não é possível.



Texto escrito dia 15\07\2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Uma certeza

E você sente frio.
Seus dedos congelam.
Sua orelha fica vermelha.
Mas você não se entrega.

Vive solteiro.
Trabalha sozinho.
Estuda sem ninguém por perto.
Isso é solidão, não?

E quando sai, não sorri.
Isso é tão sutil.
Bem do seu feitio.
Tanto que eu não me importo mais.

Da próxima vez,
Não me chame.
Não me telefone.
Porque eu não quero só assistir a vida.

E se você não tem certeza,
Eu tenho.
Então não me recrimine,
Porque o que tenho é o que sei,
E o que sei é que iremos morrer.


E eu não quero estragar minha única chance de fazer dar certo!

domingo, 31 de maio de 2015

Agora

De todos os momentos,
este é o pior.
De todas as farsas,
esta é a mais forte.
De todos os silêncios,
 este é o mais barulhento.

E eu já não sei mais rir.
Já não me lembro de carinhos.
Só vivo a gemer, as dores que me fazes sofrer.

Por que tanto cinismo?
Por acaso não sois homem?
É preciso que teu apreço sinta isso,
Para que minha prece seja ouvida.

Agora, depois de tantos fatos,
Importar-me não é prioridade.
Por isso, que chores muito ou pouco,

Meu corpo não se curvará!

terça-feira, 17 de março de 2015

Mas você nunca aparece!

Minhas mãos doem. Meus olhos estão cansados. Minhas pernas estão dormentes. Meus pés inchados.
Mas eu ainda estou acordada. Meus dedos calejados continuam a te procurar. Minha boca rachada sussurra seu nome para os quatro ventos. Meu corpo ainda se arrepia quando lembra teu toque.
Minha imaginação se atiça à mínima lembrança: Mentir nunca foi tão bom. Entregar -me nunca foi tão seguro. Machucar a mim mesma nunca foi tão sadio.

Madrugadas a fio pensando em você.
Mas você não apareceu.
Minha cabeça dói de pensar que ainda te espero.

E mesmo assim eu resisto.

Minha cabeça já desconhece qualquer vida além de você.
Mas você não aparece.
Madrugadas a fio chorando por você, e nada!

Machucar a mim mesma nunca foi tão doloroso. Entregar-me a essa dor está me  matando. Mentir agora é loucura, mas eu sou louca. Minha mente já não permite de lembranças, a loucura não me deixa lembrar. Meu corpo lembra o suficiente por mim. Minha boca diz que não lembra. Meus dedos passeiam em meu corpo e calam minha bocaMeus pés se negam a ir, e Minhas pernas pararam desde que ouviram tua voz. Meus olhos se negam  a ver. Minhas mãos tremem.

E eu permaneço aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Mas suas mãos me enganam



Todas as luzes se apagaram.Já não se ouve o barulho das gentes.
E o ar me sufoca.
Não vejo saídas. Não sei para onde ir. Qual caminho seguir.
E eu te chamo. Grito seu nome. Imploro por sua ajuda. Aguardo suas mãos em torno das minhas.
Preciso me sentir segura. Preciso ver que o mundo é mais que escuridão.
E só você pode me ajudar.
Mas suas mãos me enganam. Me tateiam. Me apalpam.
Mas não me abraçam.
E eu já não sei se te acompanho. Já não sei se é seguro estar contigo.
Me perco mais uma vez.
E são muitos corredores. Muitas portas estranhas. Muitos nomes. 
E eu não sei mais em quem acreditar.

sábado, 14 de março de 2015

Lhe direi - até mais que - versos!

Eu te espero. Ok?
Não sei onde você está.
Nem mesmo o que está fazendo.
Mas eu espero.
Não sei nem o seu nome.
Ou seu número de telefone.
Sei que existes.
E que um dia virás.

Não me perguntes como sei.
Porque sei.
Até onde sei.
Não saberei lhe responder.

Pergunte-me porque te espero.
Como te espero.
Até quando te espero.
Lhe direi.

Confundi-te com muitos outros rostos na multidão.
Te abracei e confessei as saudades.
Mas não era você.
Por muitas vezes eu me agarrei.
Não acreditava no que via ou ouvia.
Mas não era você.

Então, não me perguntes sobre rostos,
abraços, beijos,
cumprimentos.
Não saberei lhe responder.

Pergunte-me porque aconteceram.
E porque não acontecem mais.
Talvez eu os esteja guardando pra você.
Lhe direi - até mais que -

Falei o que não poderia ter falado a outrem,
que não fosse você.
Chorei por não terem me ouvido.
Sangrei a alma quando seus olhos se desviaram.

Tentei acreditar.
Tentei.
Por muitas vezes tentei.
Mas não era você.

Então,
Não me perguntes sobre a espera.
Pergunte-me o que sentia na espera.
Lhe direi - até mais que - versos!

Diga-me, meu bem

Fechei as portas.
Tirei tudo o que não mais me pertencia.
Amassei todos os papéis que ao passado me prendiam.
Joguei no lixo tudo o que não mais tinha valor.

E quanto a você?
Diga-me , meu bem, o que mereces?
Triste ou feliz.
Sorrindo ou chorando.
Essa não era a promessa?
Presa ou solta.
Livre ou não.

Queres mais o que?
Sufocastes meu ser.
Alimentaste-me com fel.
fizeste-me renegar a mim mesma.
Diga-me, meu bem, o que mereces?

Não há cura para a loucura.
Isto é o que sustentam.
O que penso?
Se realmente importar:
Só o tempo cura a dor do amor.

Talvez o tempo chegue.
Quem sabe ele não traga o perdão a tiracolo?
Talvez eu abra as portas para ele.
Então, eu saberei te perdoar.

Me lembrarei dos risos.
Das piadas sem graças.
Dos improvisos desconexos de sentido.
E já não haverá mais rancor.
Nem amargura.
E manaremos leite e mel.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Ok?

É como se todo o sangue do corpo estivesse fervendo.
Seu coração bate muito mais rápido, e você consegue sentir a pulsação no seu rosto.
Suas mão suam sem explicação.
Seu estômago dói.
E você não sabe o que fazer.
Levantar? Ou, talvez, continuar sentado seja a melhor opção.
Não posso falar o que penso.
Não posso nem ao menos demonstrar.
Por quê?
Essa é a pergunta que vale um milhão de dólares.
E eu não sei a resposta, talvez seja por isso que eu sou pobre.
Mas, e se eu dissesse que sei a resposta e não posso responder?
Loucura demais pra uma pessoa só, não é mesmo?
Aí é a minha pergunta, que não vale um milhão de dólares, mas vale a minha vida: porque eu não posso responder?
Humildade.
Obediência.
Respeito.
Todos os dias me cobram isso.
Me cobram ser alguém que no fundo não quero ser.
Mas, eu não posso simplesmente dizer não.
Como poderia?
Ir contra? Jamais!
Ir contra seria cavar a minha própria sepultura.
E nesse vai - vem de sangue fervendo, coração pulsando, estômago doendo e mãos suando eu vou empurrando com a barriga.
O que eu sinto?
De verdade?
Ódio.
Ódio reprimido.
Dizem que o ódio e o amor são os sentimentos mais parecidos. então eu digo, é ódio.
 Ás vezes também é amor.
Mas hoje, na atual conjuntura, é ódio.
O que eu quero?
Puta que pariu
Eu quero viver,
Será que vocês não perceberam ainda que eu sou uma sonâmbula.
Eu ando, sorrio, falo, como, estudo.
Mas eu não sinto.
Eu me dopo de sonhos.
Me embriago de devaneios e digo a mim mesma: tá tudo bem.
Você está ótima!
Você é linda!
Você é capaz!
Você pode !
Só basta você querer.
E ao mesmo tempo eu digo silenciosamente e por entrelinhas:
Você não pode!
Você não tem coragem.
Covarde.
Fraca.
Inútil.
E nada, simplesmente nada do que você me diga vai mudar isso.
Não vai adiantar os mil e um elogios.
Porque eu  não visto elogios.
Não calço elogios.
Não sinto elogios.
Então,
SE quiser me ganhar,
DÊ-me a liberdade de ser eu mesma.
De SER eu em toda a minha essência.
De todo o meu ser.
Com todos os meus defeitos.
Por todos os meus trejeitos.
Ok?
E enquanto isso?
Enquanto isso eu sigo,
Sorrindo de boca pra fora e mascarando meus anseios.
Se é que isso eu posso fazer!!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Liberdade de estar só

Ela já nem sabe o que é amor,
Já nem se lembra o que é carinho,
Não espera por ninguém ;
Não chega em casa esperando um "eu te amo".

Ela sorri ao vento,
Sai sem hora pra voltar,
Fica com quer, na hora que quer,
E, apenas, se quiser.

Não tem mais companhia,
Nem confidentes,
E dorme sozinha todas as noites.

Não se sente pressionada.
Se masturba,
E assiste um filme.

Já não sabe mais o que é fazer comida pra dois,
Ou visitas aos parentes nos feriados,
Ou fazer compras juntos.
Ela é um poço de solidão.

Já sabe qual é a melhor sexshop da cidade,
E não tem mais vergonha das camisinhas na bolsa.
Ela é liberdade.
Liberdade de estar só.

E talvez, o mundo a julgue.
Talvez o vizinho "b" a chame de prostituta,
E o "a" de feminista abusada.

Talvez ela seja uma prostituta,
E até, quem sabe, uma feminista abusada!
Mas ela é feliz,

E puta que pariu,
Porque ninguém nessa porra pode ser feliz sozinho?

Não se engane com ela, meu caro,
Ela é veneno que cheira a perfume,
Leoa vestida de ovelha,
É mais que uma mulher,
É mulher livre dos estigmas sociais de ser mulher.

Então não presuma do que não sabes;
Não diga se ela é isso ou aquilo.
Por quê?
Por que ela é o que ela quiser.
Ela é mulher!

Não é mãe.
Nem esposa.
Nem dona de casa.
Ela é Mulher!

Desabafo Semanal

Uma semana e três dias.
Foi todo o tempo que tive que me abdicar.
E consegui!
Daí me pergunto: por que eu consegui e muitos outros desistiram?
Que me chamem de babona, ou qualquer outra coisa, mas, se eu quis, eu tenho que arcar com as consequências.
Se desistíssemos de tudo o que fosse difícil, não viveríamos, porque viver é difícil!
A questão é: todos querem tudo, mas de mão beijada.
E quando veem que as coisas não caem do céu, reclamam, colocam mil e uma dificuldades e desistem!

Aqui vai um desabafo: parem de se reclamar, e vão à luta.  Porque eu tô aqui nessa luta, e olha, eu tô conseguindo!
Não é necessariamente um post como os outros, é mais um desabafo mesmo!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sentimento do Mundo às avessas

Esses dias estive pensando no mundo, de uma forma diferente -quero dizer.
Você costuma ver TV, se apaixonar pelo galã da novela das oito e pela sandália da propaganda do banco tal que a fulana tal apresenta com aquele sorriso que só ela tem!!
Então você se olha no espelho e diz: "Meu pai eterno! E agora? O que vai ser de mim? Olha a minha situação!!"
E em menos de um minuto já tem uma lista quase que interminável de tantos defeitos, que parece impossível alguém no mundo superá-los numericamente.
E ai o negócio fica feio!
Já não tem mais ânimo para quase nada, inclusive para eleger os pontos positivos.
Mulher sofre. Pobre sofre. Negro sofre.
Todo mundo - querendo ou não- sofre!
Por um motivo ou outro, em algum momento sofremos.
O que não entendemos é que isso não é  exclusividade deste ou daquele, é parte da vida.
E por não entendermos isso, sofremos ainda mais.
O ponto que quero mostrar é o seguinte: Se a TV que tanto assistimos, ou os filmes, seriados, novelas, jogos, jornais, sites, blogs - enfim qualquer que seja a fonte - nos mostrassem isso, saberíamos, e não sofreríamos tanto!
Por que então não mostram?
Eis a grande questão.
Pessoas tristes são mais fáceis de iludir, enganar, moldar a seu favor.
Público triste é mais lucrativo: compra mais, bebe mais, assiste mais, joga mais, fica mais doente, compra mais remédio e gera mais dinheiro!!
Não nos enganemos: Corpo sarado parece ser quase tudo, mas é quase nada!
E se deixar levar por esse quase tudo é muito mais fácil que entender o quase nada!

Então  na próxima vez que se sentir um quase nada por ter visto um quase tudo, lembre-se de ser alegre. Pessoas alegres superam as imperfeiçoes próprias e alheias com sorrisos. Sorria. Corra pro espelho. Eleja primeiro os pontos positivos. Para só então  ver os negativos... Se quiser, o que talvez nem seja preciso!

P.S. Isso não é autoajuda. Isso é sentimento do mundo às avessas!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Porque eu sou os meus medos

Medo.
Li uma postagem de um blog que acompanho um dia desses, e essa era a palavra que resumia os sentimentos da autora.
Eu também tenho medo.
Mas parece-me que em algum ponto de nossas vidas aprendemos que sentir medo é coisa de fraco, de perdedores e que não podemos de forma alguma sentir medo.
Muito pelo contrário, devemos ser auto-confiantes, se preciso – até mesmo arrogantes, autoritários, orgulhosos, mas nunca – jamais- medrosos.
E eu fiz uma análise de mim mesma, e dos meus medos mais ocultos, e deixei-os aflorar à pele, subirem à margem e se fazerem ver e ser sentido, e só então eu pude ver o quão ingênuos somos todos nós!
“O ser humano é nada mais que uma colônia de medos, e a sociedade é espelho que reflete todos esses medos, dia após dia, ano após ano, estampando na cara de todos que somos fracos e precisamos nos unir, para termos a ilusão sensação de estarmos seguros.
E nessa de nos unirmos para nos sentirmos seguros agarramos à qualquer opção – qualquer emprego, qualquer faculdade, qualquer relacionamento- apenas para não estarmos sós.
E enquanto os mais fortes sobrevivem a isso, os mais fracos entendem que só estar unido não basta; precisam de mais que união. Precisam de poder!
Poder para mandar, para ser obedecido, para se resguardado dos males que afetam os outros – porque se esse mal chegar-lhe a porta, não sobreviverá- e vivendo nessa bolha de medo juntam dinheiro, roubam, enganam, destroem, matam, mas nunca, absolutamente nunca, está satisfeito.
Porque não se trata de satisfação, se trata de medo, e o medo vira vício, e o vício impregna tanto em seu corpo, mente, alma e coração que nada mais se pode fazer à seu favor.”
E depois de toda essa análise, concordo plenamente com a bloggeira, também tenho medo, mas, mais que medo, eu tenho força. Talvez não força carnal, mas eu tenho força de vontade, e eu acredito que os mais fortes, vítimas da opressão dos fracos poderosos são mais de meros medrosos unidos pela sobrevivência. E eu acredito também que em algum momento toda essa massa ressurgirá, e mudará essa situação.
E sim. Sim, eu estou sonhando. Mas uma vez me disseram que sonhar não custa nada e faz bem pra alma. Então: por quê não sonhar?
Se todos sonhássemos mais, se todos encontrássemos o Martin Luther King que há em nós, se todos gritássemos “I have a dream”, talvez – talvez é pouco, mas é melhor que nada- só talvez não seríamos o mesmo.
E de uma coisa eu tenho certeza: não é o mundo que muda. Nós, que vivemos no mundo é que mudamos e passamos a enxergá-lo com outros olhos. Então eu afirmo sem medo que se não fôssemos mais os mesmos, o mundo também não seria o mesmo!
Pense nisso.