Todas as noites ela vem.
Nunca com o mesmo vestido,
Mas sempre o mesmo sorriso.
Me leva com ela,
Me conta histórias sobre lugares
que nunca existiram
E vive comigo
Aventuras inimagináveis.
Ela me fala suas teorias sobre a vida
E diz que nada passa de hipótese.
Que nada é concreto
Até que já não seja mais.
E diz que nada passa de hipótese.
Que nada é concreto
Até que já não seja mais.
Então não sei o que somos.
Talvez amantes.
Talvez amigos.
Talvez conhecidos.
Mas quando o tempo passar
E ela não mais vir me visitar
Nada será hipótese
Será passado
Será acabado.
E então
Eu saberei o que nós eramos
O que ela era
O que o amor era
E talvez
Só talvez,
Eu descubra
Quem EU SOU!
Texto escrito dia 15\07\2015