quinta-feira, 6 de agosto de 2015

À Japonesa

Todas as noites ela vem.
Nunca com o mesmo vestido,
Mas sempre o mesmo sorriso.

Me leva com ela,
Me conta histórias sobre lugares
 que nunca existiram
E vive comigo
Aventuras inimagináveis.

Ela me fala suas teorias sobre a vida
E diz que nada passa de hipótese.
Que nada é concreto
Até que já não seja mais.

Então não sei o que somos.
Talvez amantes.
Talvez amigos.
Talvez conhecidos.

Mas quando o tempo passar
E ela não mais vir me visitar
Nada será hipótese
Será passado
Será acabado.

E então
Eu saberei o que nós eramos
O que ela era
O que o amor era

E talvez
Só talvez,
Eu descubra
Quem EU SOU!



Texto escrito dia 15\07\2015

Construção

PARTE I

Em parte está pronto
E o que significa
Já não cabe em mim
De tanta ansiedade.

Em parte está inacabado
Mas por agora
Não posso terminar
Apenas sigo ordens

Mas eu não parei ainda
Minhas mangas não acabaram
Acho que ainda me resta um truque
Só tenho medo de que este seja o último

E então tudo acabaria.
Os truques
As mangas
E também,
As esperanças.

E nós já não seríamos possíveis.


PARTE II

É isso mesmo? 
Não farás nada? 
Porque eu não comecei sozinha 
Sociedade, esse era o plano. 

Já que é assim 
Que partes sem mim 
Não me resta alternativa 
Terminarei.

Sozinha.
Incompleta.
Assustada.
E nós já não é possível.



Texto escrito dia 15\07\2015